Nascimento
AlexsandroによるNa última semana, Guajará Mirim presenciou cenas que são o atestado de óbito da organização urbana. Invasões de terrenos baldios. É compreensível o desespero de quem não tem onde morar, mas precisamos ser honestos.
O caminho para consertar nossa cidade não é dando pontapé na porta e invadindo o que é dos outros. Não adianta você ser contra o MST e criticar o invasor de imóveis, Guilherme Boulos, lá em São Paulo. Se aqui em Guajará Mirim, você acha certo invadir terreno que tem dono só porque está sujo.
Invasão é invasão. É errado em qualquer lugar. E também é uma forma de corrupção.
A população precisa entender que o que vai salvar o município não é o caos, mas sim dois pilares técnicos que esta gestão ignora deliberadamente. A reforma administrativa e o plano diretor. O prefeito e o vice têm uma sorte tremenda.
Eles apostam alto na ignorância de grande parte da população, que aceita migalhas enquanto a cidade agoniza. Eles te tratam como gado, massa de manobra. Em 2024, o prefeito Fábio Netinho foi eleito com mais de 9 mil votos, uma vitória esmagadora.
A população depositou nele e nos novos vereadores a esperança de que iriam lavar a honra de Guajará Mirim. Acreditamos que essa nova safra política limparia a nossa imagem perante o estado de Rondônia, que hoje nos olha com desdém. Mas o que vemos em 2026? Apenas desonra e a moral da nossa cidade, jogada no lixo por quem prometeu renovação e entregou estagnação.
A engenharia da economia é a reforma administrativa. Ela elimina o desvio de finalidade e o inchaço da folha. Para que serve um diretor de museu se o museu está caindo aos pedaços? Temos chefe de marcenaria enquanto o patrimônio público apodrece.
O povo reza para não chover, para não levar chá de banco no hospital regional, conseguir um emprego e nem atolar na lama. Não digam planejar reforma administrativa leva tempo. O que falta é prioridade.
Uma revisão séria do PCCS e a extinção de funções inúteis gerariam de imediato verba para a saúde e infraestrutura. E o plano diretor? A bússola do desenvolvimento. O plano diretor define a função social da propriedade.
Sem ele, a cidade não cresce. Ela apenas se amontoa no improviso. É ele quem dita tecnicamente onde o asfalto passa e onde o calçamento é prioritário.
Calçamento e meio-fio padronizados valorizam o comércio e atraem investidores. Uma cidade planejada impede o caos. Captação de recursos.
Sem plano diretor, a prefeitura perde recursos federais por falta de projeto técnico. Se ele estivesse ativo, esses terrenos invadidos estariam sendo fiscalizados e cumprindo sua função social, impedindo as cenas lamentável que vimos dias atrás. E a pergunta de um milhão de dólares? Por que o Legislativo não fiscaliza o Executivo? A resposta veio com o afastamento da vereadora Cordélia.
Ela era a única mulher da casa e a única que exercia o papel de fiscal. Por ser uma pedra de tropeço no caminho da incompetência organizada, foi afastada sem respaldo legal. Calaram a única fiscal para que o silêncio dos cúmplices reinasse.
O Legislativo hoje finge que fiscaliza para ludibriar o cidadão, mas as sessões são pura encheção de linguiça. E se você cobrar nas redes sociais, eles te bloqueiam. O bloqueio é a confissão do medo.
É vergonhoso ver o presidente da Câmara, Eliel, um sargento da polícia militar, clássico e presa por força e honra, agindo com essa passividade. A caneta que pauta as leis está na mão dele, mas ele prefere a omissão. Quem se cala diante do erro torna-se sócio do atraso.
Enquanto o sapato do político brilha no palco, pago com seu dinheiro, a bota do trabalhador gojará mirense atola na lama de ruas esquecidas. O que esperar de um vice como o Ricardinho Tonanait, que acredita que Gandaia é motor econômico? Festa não asfalta bairro. Festa é apenas a anestesia para você não sentir a dor do abandono.
Até o deputado Alain Queiroz entrou no circo, mandando emenda para show em vez de brigar por infraestrutura real. É o pão e circo. Diversão para o gado.
Massa de manobra esquecer que vive na pior cidade do Estado. Acorda gojará mirim. O tempo da ignorância precisa acabar para o despertar da águia começar.
Faltam pouco mais de dois anos para as próximas eleições. O tempo de cobrar é agora. Não seja massa de manobra de quem bloqueia a sua voz para esconder a própria fraqueza.
Exija a reforma administrativa. Exija o plano diretor. Pressione os vereadores para que eles façam o prefeito honrar os mais de 9 mil votos que receberam.
Gojará não precisa de festas. Precisa de gestão, honra e respeito.